Colégio Cândido Portinari


O artista Cândido Portinari

Assinatura

Vida e obra

Candido Portinari nasceu no dia 29 de dezembro de 1903, numa fazenda de café. em Brodoswki, no Estado de São Paulo. Seus pais foram os imigrantes italianos Batista Portinari e Domênica Torquato que tiveram 12 filhos.

Portinari começou a desenhar em 1909. Em 1922, expôs, pela primeira vez, no Salão da Escola de Belas Artes.

Já muito famoso, em 1940, participa da Exposição de Arte Latino-Americana no Museu Riverside, em Nova Iorque, e expõe com grande sucesso em Detroit e no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.

Retirantes Retirantes - Painel óleo/tela
Homem inclinado Homem inclinado - 1938, Carvão sobre papel

Em 1952, pinta para o Banco da Bahia, em Salvador, o Mural "A Chegada da Família Real Portuguesa à Bahia".

Morreu no dia 06 de fevereiro de 1962, na Casa de Saúde de São José, no Rio de Janeiro, quando preparava uma grande exposição de cerca de 200 obras a convite da Prefeitura de Milão. Foi vítima de intoxicação pelas tintas que utilizava. Seu corpo foi velado no Ministério da Educação, de onde saiu o enterro, com grande acompanhamento.

Portinari sempre afirmou que seu tema era o homem; não se dirigindo ao sexo masculino, mas ao homem social, o trabalhador, visto como alegoria do Brasil. A mulher que o artista retrata em suas pinturas segue o mesmo contexto: são as mulheres mães, camponesas e retirantes. São mulheres que dão a impressão de ter emergido do solo, da terra que as sustenta, sendo extensões da mesma. Essas figuras sólidas e maternais, da cor da terra e cercadas de crianças, é que aparecem em Retirantes, de 1936. Marias, também de 36 e A Família de 35, seguem diferentes tradições pictóricas.

Cronologia

1903 - Nasce em Brodósqui (Brodowski), perto de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, no dia 13 de dezembro, filho de imigrantes toscanos que trabalhavam na lavoura de café. Candido teve dez irmãos - seis mulheres e quatro homens.

1914 - Cria sua primeira gravura, um retrato do compositor Carlos Gomes, em carvão, copiando a imagem de uma carteira de cigarros.

1919 - Matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio. Em sérias dificuldades financeiras, Candinho chega a comer a gelatina química que recebia para misturar às tintas.

Menino Menino - 1950, guache sobre papel
Casamento na roça Casamento na roça - 1940, Óleo sobre tela

1923 - Pinta "Baile na Roça", sua primeira tela de temática nacional. O quadro é recusado pelo salão oficial da Escola de Belas Artes por fugir dos padrões acadêmicos da época.

1929 - Como prêmio do Salão Nacional de Belas Artes, que obteve com um retrato do amigo (poeta) Olegário Mariano, ganha uma bolsa de estudos em Paris. Ali, descobre Chagall, os muralistas mexicanos e sofre fortes influências do trabalho de Picasso.

1931 - Volta da França casado com a uruguaia Maria Victoria Martinelli.

1935 - Produz uma de suas obras mais famosas, "O Café" e inicia a que é considerada sua fase áurea (1935-1944).

1936 - Começa a dar aulas de pintura na Universidade do Distrito Federal.

1939 - Em 23 de janeiro, nasce seu único filho, João Cândido. Cria três painéis para o pavilhão do Brasil na Feira Mundial de Nova York. Faz uma retrospectiva com 269 obras, no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio.

1940 - O Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) inaugura a exposição Portinari of Brazil

1942 - Cria painel para a Biblioteca do Congresso dos EUA.

1944 - Trabalha no polêmico altar da Igreja de São Francisco de Assis, em Belo Horizonte. Muito discutida pelos religiosos, tanto por suas formas arquitetônicas quanto pelo mural de São Francisco com o cachorro, a Igreja só seria inaugurada em 1950.

1945 - Filia-se ao Partido Comunista Brasileiro e candidata-se a deputado federal. Não consegue eleger-se.

1946 - Termina as obras da Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte e faz o painel da sede da ONU, "Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse", com 10 por 14 metros. Expõe 84 obras em Paris. Candidata-se ao Senado pelo PCB, mas também não é eleito.

Tocador de Trombone Tocador de Trombone - 1959, Óleo sobre madeira

1953 - Inicia os painéis "Guerra" e "Paz", para a ONU, que terminaria em 1957.

1954 - Começa a manifestar sinais de envenenamento pelo chumbo contido nas tintas com que trabalha: sofre uma hemorragia intestinal e é internado.

1955-56 - Realiza 21 desenhos com lápis de cor para uma edição de Dom Quixote, de Cervantes. A técnica era uma alternativa tentada por Portinari para escapar à intoxicação pelas tintas.

1956 - Faz uma viagem a Israel, onde produz uma série de desenhos a caneta tinteiro.

1959 - Faz as ilustrações para uma edição francesa de "O Poder e a Glória", de Graham Greene.

1960 - Nasce sua neta Denise e ele passa a pintar um quadro dela por mês, contrariando as recomendações médicas.

1962 - Morre no Rio de Janeiro, em 6 de fevereiro, em conseqüência da progressiva intoxicação. Na época preparava material para uma exposição no palácio Real de Milão.

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